Colunistas Xandão

Ainda estou esperando pelo Weezer de minha memória

Em 2005 vi o Weezer em Curitiba. Pelo que me lembre daquela época, eu conhecia o Green Album e talvez mais uma ou outra música. Ou conhecia outras músicas da banda e achava que todas eram do Green Album, mesmo eles tendo cinco discos no currículo antes daquele show.

Foi uma apresentação boa demais. Numa casa fechada, não muito grande, onde deu para curtir de perto a banda. Fiquei com aquela sensação de que deveria ter mais Weezer em minha vida. Os caras eram melhores do que as chances que eu havia dado a eles.

Mas, na prática, não foi isso que aconteceu. Não devo ter ouvido mais nada, ou quase nada, novamente nos anos que seguiram, mesmo com os caras tendo lançado mais cinco discos.

Isso até hoje. Porque o Weezer já lançou seu 11º álbum de estúdio: Pacific Daydream. Bem, acho que vou esperar o 12º. O álbum não é ruim, na real está longe disso. Mas não achei nada demais. Acho que não vale o tempo usado para ouvir todas as 10 músicas – 34 minutos.

Ou então é para ser ouvido em situações específicas. Pacific Daydream é bem ‘popzinho’. Álbum para tocar em rádio sem incomodar, enquanto você pensa em qualquer outra coisa na vida e não quer se distrair muito ou focar na música. Ou numa reunião com amigos em casa. Musiquinha legal para não atrapalhar a conversa.

O bom é que esse lançamento de Pacific Daydream me fez ouvir o White Album, lançado em 2016. Quis saber melhor o que Rivers Cuomo e companhia estavam fazendo. Em geral, é um álbum que tem mais a cara do Weezer que ficou na minha memória há mais de 10 anos.

Enquanto isso, para mim, é melhor recuperar o passado perdido com o Weezer do que encarar esse presente. E esperar pelo futuro. O Weezer tem trabalhado em seu Black Album, que deve ser lançado no segundo semestre de 2018.

Segundo disse Cuomo ao site NME, o ‘Black Album é mais pesado’. ‘Ele é mais experimental e desordenadamente negativo. Tem experimentos com elementos eletrônicos mais modernos. Terá um pé no futuro e um no passado. O pé no passado seria como The Jesus & Mary Chain’, afirmou.

Gostei dessa referência no fim da entrevista. Espero que seja assim.

Ouça Pacific Daydream no Spotify, ou veja o clipe de Mexican Fender, música que abre o disco, mais abaixo.

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Sobre o autor

Xandão

Xandão é zagueiro profissional, roqueiro e jornalista nas horas vagas. Mesmo que essas horas vagas ocupem de 9 a 10 horas por dia em trabalhos por aí, tipo Rádio Globo, UOL, R7 e MSN.