Especial

Boogarins: A vocação de ser uma banda

Reprodução/YoutubeO Boogarins é uma banda. Essa frase pode parecer óbvia, para quem já sabe que eles são uma banda, mas está longe de ser.

Bandas de rock são aquelas que tocam. Seja em um estúdio, garagem, quarto ou palco, elas tocam. E a cada vez que tocam, ainda que as mesmas músicas, estão criando.

Pois é o que o Boogarins faz. A impressão sobre a música pode ser uma quando se ouve o álbum e mudar bastante ao escutá-la ao vivo.

Em “Lá Vem a Morte”, seu trabalho mais recente, eles parecem surgir mais calmos, experimentando com as possibilidades dos arranjos e das sonoridades eletrônicas, sem abrir mão das guitarras estridentes e dos vocais sussurrados que os têm acompanhado.

Ao vivo, as músicas de “Lá Vem a Morte” vão sendo recriadas, o que faz com que, por exemplo, “Foi Mal” cresça em carga melódica, “Corredor Polonês” e “Elogio à Instituição do Cinismo” ganhem peso e a canção título do álbum, originalmente dividida em três partes, vire uma só com começo, meio e fim.

É assim que uma banda de rock se justifica como tal.

Sobre o autor

João Botelho

Já foi de tudo um pouco na vida, jornalista, consultor, professor..., mas o que o define mesmo são três coisas: ouvir rock, andar de skate e ver o Corinthians.