Brasil tem só uma pontinha de noite no sábado de Lollapalooza - Bem Rock
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Brasil tem só uma pontinha de noite no sábado de Lollapalooza

O Brasil continua o país mais numeroso no segundo dia do Lollapalooza 2018, em 24 de março, e até avança um pouco mais no horário de seus shows. Ainda assim, quase todas as apresentações devem acontecer ainda sob a luz do dia. Com uma corrida entre os três palcos, é até possível ver a seleção brasileira em ação no festival.

Diferentemente do dia anterior, São Paulo domina a lista de artistas brasileiros no sábado de Lolla. Três destaques são da capital paulista – Mano Brown, Ego Kill Talent e O Terno, e um de Araraquara, no interior do estado – Liniker e os Caramelows. Apenas duas bandas são de outros estados: Ventre, do Rio de Janeiro, e Tagore, de Recife.

E são justamente as duas primeiras apresentações brasileiras do dia. Ventre começa seu show às 11h50 no palco Onix. O show deve durar pouco mais de meia hora. Na sequência, às 12h30, Tagore começa a tocar no palco Budweiser, dividindo as atenções com os ingleses do Jesuton no palco Axe. O último brasileiro a se apresentar será Mano Brown, às 18h20, no palco Axe, disputando atenção com os americanos do The National, no Budweiser. Veja abaixo as dicas do Bem Rock para você curtir no Lolla.

VENTRE
Horário: 11h50
Palco: Onix
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O Ventre estará no Lollapalooza fechando um ciclo e abrindo um novo. O trio do Rio de Janeiro, formado por Gabriel Ventura (guitarra e voz), Larissa Conforto (bateria) e Hugo Noguchi (baixo) lançou seu álbum de estreia em 2015, já depois de pelo menos dois anos de muito criação, ensaio e curtição. Desde então, tocou em diversos festivais pelo Brasil.

O tempo foi ajudando na maturação das músicas. ‘No ano passado e retrasado, mudou muita coisa tanto em relação aos arranjos, quanto em relação às passagens de uma música pra outra, a gente compôs muita coisa’, disse Hugo em entrevista ao site MonkeyBuzz.

Algumas novidades podem aparecer já no show do Lolla, mas o grupo também trabalha não apenas para o festival. O grupo já trabalha em seu segundo disco, que deve ser lançado até o início do próximo ano.

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TAGORE
Horário: 12h30
Palco: Budweiser
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Um poeta e músico indiano, Rabindranath Tagore, inspirou um casal a dar o nome de Tagore Suassuna a seu filho. E ele, ao lado de mais quatro músicos, chega ao Lollapalooza em São Paulo, vindos de Recife. Além do próprio Tagore, responsável por guitarra e vozes, a banda tem ainda Julio Castilho (baixo, guitarra e teclados, Caramuru Baumgartner (percursão e teclados), Alexandre Barros (bateria e sample) e João Cavalcanti (baixo, guitarra e teclados).

O grupo tem dois álguns já lançados. Movido a Vapor foi o disco de estreia, de 2014. Dois anos depois saiu Pineal, que deve dar o tom no show da banda. O álbum, inclusive, chegou a ser apontado como um dos melhores do ano pela revista Rolling Stone. Antes do Lolla, Tagore se apresenta ainda no festival SWSX, em Austin, nos Estados Unidos.

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EGO KILL TALENT
Horário: 14h10
Palco: Budweiser
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Se algum artista brasileiro pudesse chegar no Lolla pedindo mais espaço, o Ego Kill Talent seria o favorito do Bem Rock para isso. Em 2016 o grupo paulistano já havia feito parte de um grande festival, o Maximus Festival. Já no último ano, o EKT lançou seu primeiro álbum, fez uma excursão pela Europa tocando ao lado de System of a Down e participou do Rock in Rio.

Os frutos continuam a ser colhidos em 2018. A banda já abriu os shows de Queens of the Stone Age e Foo Fighters e agora chega para o Lollapalooza, com participação também na edição chilena do festival. No último dia 20 de fevereiro, inclusive, foi lançado o clipe de Last Ride, gravado no deserto do Atacama.

Formado por Jonathan Correa (voz), Jean Dolabella (bateria e guitarra), Niper Boaventura (guitarra e baixo), Raphael Miranda (bateria e baixo) e Theo Van Der Loo (guitarra e baixo), todos músicos com outros projetos e muita rodagem. E, mesmo assim, o sucesso repentino da banda chega a surpreender, como disse Theo em entrevista ao site Omelete. ‘É muito estranho pra nós, porque as coisas tem acontecido de jeito muito grande e muito rápido’, disse. ‘Quando subimos no palco do Rock In Rio, ou quando recebemos o convite pra tocar com o Foo Fighters, quando gravamos o clipe no deserto do Atacama, ou quando vem o anúncio do Lollapalooza. A gente fica muito agradecido’, completou.

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O TERNO
Horário: 16h10
Palco: Axe
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O Terno é outra banda que estará no Lollapalooza já com boa rodagem. Este trio paulistano lançou três álbuns, em 2012, 2014 e 2016, gravou vários clipes, tocou em diversos festivais no Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos. O grupo, formado por Tim Bernardes (guitarra e voz), Guilherme D’Almeida (baixo) e Biel Basile (bateria), inclusive já esteve no próprio Lolla, em 2015.

Nos últimos meses, porém, houve um pequeno hiato em shows. Foi durante esse período que Tim Bernardes lançou seu primeiro disco solo, Recomeçar. Mas, além desse trabalho, o músico também contou ao site Tenho Mais Discos Que Amigos que um quarto álbum de O Terno está sendo preparado.

‘Essa lacuna tem muito a ver com eu estar lançando o meu disco também, e por estarmos começando a ensaiar músicas novas. Não estamos em momento de estúdio, mas já há um quarto disco no horizonte’, afirmou.

Para o show no Lolla, boa parte das músicas deve sair do último disco do grupo, Melhor do que Parece.

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MANO BROWN
Horário: 18h20
Palco: Axe
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Não, o rap marcante de Os Racionais não deve dar o tom do último show brasileiro no segundo dia do Lollapalooza 2018. Mano Brown irá aparecer no palco Axe, mas com seu novo trabalho, sem os ex-colegas de Racionais. Agora com o soul e o R&B do Boogie Naipe.

Recentemente o músico já esteve com sua nova fase em outro festival, o Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul. E, em entrevista ao site GaúchaZH, deixou claro que essa sua fase veio para ficar. Os Racionais estão no passado, mesmo no ano que completam-se 30 anos desde a fundação do grupo.

‘Muita coisa mudou, e hoje eu questiono a importância dos Racionais num mundo desses. Aqueles ideais que o povo defendia, o povo esqueceu. Com aquele discurso que tínhamos em 1990, hoje, os Racionais seriam engolidos pela periferia. Seriam rejeitados’, afirmou.

Com Boogie Naipe, apesar de algumas críticas e de quem ainda não se acostumou com essa nova fase, Mano Brown já ganhou uma indicação ao Grammy: Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. O prêmio, porém, ficou com Tiago Iorc.

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