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Mais do que um delírio: o Bananada vai começar!

nobre_editada2Um dos maiores festivais de música do Brasil está para começar. Ou melhor, festival de cultura. Porque o Bananada 2016 tem muito mais do que as apresentações de Planet Hemp, Autoramas, Jorge Ben Jor, DJ Mau Mau e novos nomes como Sara Não Tem Nome ou Ventre, além de muitos outros.

A partir de 9 de maio, serão sete dias com mais de uma centena de atrações que irão movimentar Goiânia, com artes visuais, circuito gastronômico, teatro, campeonato de skate e festival de tatuagens etc.

‘Nem no meu sonho mais delirante no começo achei que o festival pudesse estar como está hoje… Dezenas de milhares de pessoas, um monte de gente do mundo inteiro tocando. Show com J Mascis, Metz, Caetano Veloso, Planet Hemp, todo mundo que a gente acha foda’.

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A revelação é de Fabrício Nobre, criador do festival em 1999, em entrevista por email ao Bem Rock. Apesar de já estar em sua 18ª edição, o Bananada mantém este produtor de 37 anos encarando os dias deste grande evento com o espírito do início do festival.

‘É o momento do ano em que você junta os amigos para celebrar com som as coisas legais que acontecem na sua cidade. Tudo bem que hoje não é mais para 50 pessoas, mas tem uma turma de amigos, parceiros, gente que a gente gosta, bem próximos, trabalhando junto aqui.’

fabricionobre1MISTURA CULTURAL
Nobre é um agitador cultural e nome importante na força de Goiânia para o rock independente. Criou a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), geriu o selo Monstro Discos, produziu e liderou 12 edições do Goiânia Noise Festival e hoje é um dos sócios de ‘A Construtora Música e Cultura’.

Além de agenciar várias bandas, a produtora também produz diversos festivais e garante espaço e divulgação para artistas fora da grande mídia. Desta parceria com a produção local, Fabrício Nobre indica dois caminhos para que o Bananada continue crescendo.

‘Compromisso com a localidade. A gente faz tudo para dar visibilidade às coisas que acontecem aqui em Goiânia, no Brasil etc. Continuidade, saber que tudo é um passo de cada vez, ir crescendo aos poucos, com um monte de gente crescendo junto ao lado, acompanhando, participando, trocando. Sem muita pressa. O Bananada não começou ontem.’

Mas, apesar desse forte apoio à produção de Goiânia e brasileira, Nobre também se vale de uma troca de experiências culturais para deixar o Bananada sempre atual. Além de ‘versões pocket’ já realizadas em Brasília, São Paulo e Rio, o Bananada também será ‘exportado’ este ano.

‘Esse ano vamos fazer ações em Lisboa e Porto (Portugal) e Barcelona (Espanha).’ Perguntado se havia algum ‘alvo’ específico em outros estados ou países, o produtor reforçou a ideia de levar e trazer novas ideias. ‘O alvo talvez não seja fazer um grande evento lá, mas gerar uma ação de experiência e troca para os artistas, bandas e produtores destas praças, em parceria com o Bananada’.

Nobre ainda revela que busca a inspiração em diversos festivais realizados em outros países. ‘Muito. Copio um monte de coisas que acho legal. No Primavera Sound, no Pop Montreal, no Roskilde, no Pukkelpop, NRMAL, e ainda no DoSol, Móveis Convida, El Mapa, Se Rasgum, SIM, e em outros festivais de Gastronomia, Artes, Skate… o tempo inteiro estou procurando algo que consiga aplicar aqui.’

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