Especial Garimpo Bem Rock

Mais leve e objetiva, Fleeting Circus lança 2º álbum

Uma temporada em Nova York, um baterista diferente e uma vontade de se divertir. Com esses elementos, a banda Fleeting Circus, do Rio de Janeiro, amadureceu seu som e lançou, em outubro de 2017, o segundo álbum de sua carreira: Restless Noise.

O grupo já havia lançado um EP, Dream World of Magic, em 2011, e seu primeiro disco cheio, levando o mesmo nome da banda, em 2014. Além de muitos shows, o Fleeting Circus tem ainda no currículo a participação em trilhas sonoras da TV Globo, peça de teatro e um documentário que registrou uma passagem da banda pelos EUA.

‘Já estamos no terceiro CD e passamos por bastante coisas’, diz Taynã Rocha, em entrevista ao Bem Rock. ‘É um momento em que você pensa em fazer música mais para se divertir do que ficar expondo grandes sentimentos’, continua o vocalista.

Para Taynã, a experiência acumulada nesses últimos anos ajudou a dar o tom de Restless Noise. ‘A gente vê esse álbum como uma coisa mais leve. Tentamos ser mais objetivos. A mensagem hoje em dia precisa ser mais objetiva. Você tem pouco tempo para conquistar as pessoas. E isso faz parte desse amadurecimento’, explica.

O ponto de partida para a mudança entre o primeiro álbum e o lançado agora foi a viagem que o grupo fez pelos Estados Unidos. ‘Começou a surgir (o conceito do álbum) em nossa viagem para Nova Iorque, quando pudemos ver shows, fazer shows e conhecer outras bandas’, diz Taynã.

‘Quando voltamos para o Brasil já estávamos com algumas músicas’, continua. E aí entrou outro fator que pesou no amadurecimento da Fleeting Circus. ‘O nosso baterista (Daniel Seven) saiu. Mas já tínhamos várias ideias, queríamos fazer (o álbum) e acabou que o produtor (Patrick Laplan) também tocou bateria’.

‘Já mudou o estilo da banda, com outra levada. E com olhar de produtor, foi bem importante chegar onde chegamos’, diz Taynã. Completam a Fleeting Circus Felipe Vianna (guitarra), Rodrigo Seven (guitarra) e Lucas Faria (baixo). Passada a gravação de Restless Noise, a banda ganha um novo e bem conhecido integrantes oficial.

Ian Sá, que havia assumido a bateria em alguns shows após a saída de Daniel, passa a fazer parte da Fleeting Circus. ‘Estamos com um novo batera já. Ele estava fazendo esses shows. Sempre foi contemporâneo nosso. A gente tem banda desde adolescente’, explica Taynã.

Reflexos no palco
O vocalista já vê um comportamento diferente do público com a inclusão das novas músicas nos shows. ‘Estamos percebendo uma diferença muito grande da recepção para esse álbum. Antes (as pessoas) contemplavam e batiam um pouco a cabeça. Mas agora a galera está dançando um pouco mais. Temos percebido isso’, diz.

Canções dos dois primeiros discos, porém, também têm garantido algum espaço nos shows. ‘Temos Hurricane e Face Station, do primeiro álbum, que são quase intocáveis. Ficamos um tempo sem tocar, mas percebemos que não podem ficar fora (do setlist). Mas tentamos mesmo fazer os shows quase todo com músicas novas’.