Colunistas Xandão

O dia em que só eu vi o FingerFingerrr (ou quase)

Vi o FingerFingerrr apenas uma vez, apesar dos diversos shows que eles fizeram em São Paulo ao longo de 2017. E, desde então, gostaria de ter escrito sobre eles no Bem Rock. Porque desde aquela apresentação, na finada Funhouse, no início de março, estava com essa sensação de inquietude e, de certa forma, débito com esse duo paulistano.

Lembro que minha esposa, Dani, e eu, chegamos atrasados ao show. Da entrada da Funhouse ouvi os caras começando Eu Só Ganho. Conhecedor da Funhouse, fiquei com receio de não conseguir ver o show na pequena pista da casa. Mas, para minha surpresa, o local estava completamente vazio.

Ali bateu o primeiro arrependimento. Por que eu não havia colocado um mísero post no Facebook compartilhando data, horário e local do show? Bem, talvez a Funhouse continuasse tão vazia quanto antes, mas poderia ter ajudado de certa forma. Mas o que pegou mesmo foi a surpresa. Os caras haviam lançado MAR havia alguns meses, com resenhas incríveis, como de Lucio Ribeiro no Popload ou uma outra no Estadão. Por que a Funhouse estava vazia?

O show foi incrível. O Flavio até desceu do palco, veio tocar bem ali diante de nós dois. Eu curti muito. Depois da apresentação ainda batemos um papo. E, enquanto isso, a Funhouse começou a encher. Um público, em geral, bem mais jovem do que os meus 43 anos.

Com os DJs em ação, a pista ficou cheia. Galera dançando, curtindo, paquerando, se beijando. Estava legal, mas a vontade era de parar a música, pegar o microfone e falar: ‘molecada, vocês não estão entendendo nada’. Talvez seja coisa de quem esteja ficando velho e chato, mas porra, por que os caras não chegaram antes para ver o FingerFingerrr?

Mas se não viram Flavio e Cifas no palco, azar o deles. Eu vi. E aquele show me fez bem. O Bem Rock estava quase completando um ano de vida, e ver aquela apresentação deu uma incrível vontade de continuar, de não desistir.

VEJA ENTREVISTA DE FLAVIO JULIANO AO POPLOAD TV

Sobre o autor

Xandão

Xandão é zagueiro profissional, roqueiro e jornalista nas horas vagas. Mesmo que essas horas vagas ocupem de 9 a 10 horas por dia em trabalhos por aí, tipo Rádio Globo, UOL, R7 e MSN.