Especial

O rock é um código para a arte de Cidade

sileste_editada4Everton Cidade quer estar feliz. E fazendo arte. ‘O rock é só um código. A arte tem que ser mais importante do que o rock’, afirma o vocalista da Siléste, também autor de dois livros: O Santo Pó/P e O Bonde Transmutóide.

Com 20 anos de carreira ligada à música, o artista saltou da Viana Moog para a Siléste, com quem já está há cinco anos. E curte o atual momento com aprendizados que a experiência lhe proporcionou.

‘Acho que uma coisa que aprendi da Viana para a Siléste, muito em função das pessoas que tocam comigo e de tudo que aconteceu, é não forçar uma maldade que não é verdadeira em ti. É muito melhor e mais agradável compartilhar, aceitar e interagir com as pessoas do que ficar contra elas o tempo todo. Tu não precisa ser um rolo compressor’, analisa.

Seja compondo para a Siléste, escrevendo ou declamando poesias, Cidade ganha força na arte para continuar. ‘Às vezes tenho um cansaço enorme. Acordar pela manhã tentando fazer com que as pessoas te escutem. Parece uma resistência. Gentil, mas inútil. Mas é a única coisa que mais me aproxima do que eu sou de verdade’, diz.

‘Vi um vídeo do Zé Celso (Corrêa) hoje. Por isso estou viajandão assim’, brinca. Boa viagem, Cidade!