Especial

Philippe Seabra: ‘Não existe atalho’

‘A Plebe demorou mais de cinco anos para chegar ao primeiro disco’. A afirmação de Philippe Seabra, um dos fundadores da Plebe Rude, reflete bem o modo como o icônico grupo de Brasília resolveu contar sua história. Já são 35 anos desde o início da banda. E ‘apenas’ seis discos de estúdio gravados.

‘O artista tem que amadurecer, precisa de tempo. Não existe atalho’, continua o músico. Fundada em 1981, a Plebe Rude lançou seu primeiro álbum em 1986. O sucesso de ‘O Concreto Já Rachou’ foi seguido por dois novos álbuns nos anos seguintes: ‘Nunca Fomos Tão Brasileiros’, de 1987, e ‘Plebe Rude’, de 1988.

O quarto disco, ‘Mais Raiva Do Que Medo’, de 1993, foi o último antes do maior hiato da banda. A Plebe só voltaria a lançar um novo álbum em 2006, ‘R Ao Contrário’. Por fim, ‘Nação Daltônica’, o último disco gravado, saiu em 2014. Agora em 2017 a Plebe Rude deve voltar a lançar um álbum.

Seguindo esse conceito e trabalhando cada música e disco sem pressa e pressão, a Plebe ajudou a escrever a história do rock produzido no Brasil. E ganhou bela homenagem no início de 2016. O ‘rock de Brasília’ foi declarado Patrimônio Cultural do Distrito Federal. ‘As músicas da Plebe e do Renato (Russo) caem em provas de vestibular. Isso é uma grande honra, uma vitória e o legado que vou deixar para o meu filho’, festeja Philippe Seabra.

O músico cita bastante a ‘coerência da Plebe’. E ela fica registrada não apenas no trabalho para gravar seus álbuns, mas até ao vivo. ‘A coerência da Plebe é para ser respeitada. A gente sofre por isso. Fizemos os shows do Guns. Só tocamos Plebe. Seria muito fácil tocar sucessos consagrados do rock nacional e levantar o público’, encerra.