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Toro acha sua cara e lança EP de estreia sem sobras

Nada de ‘engolir o que sobra’, como diz o refrão de Luz Vermelha. Afinal, foram ‘uns dois anos’ para acertar na formação. Só depois partir para o ‘vamos fazer, no menor tempo possível’. Com a experiência de quem está no mercado musical, trabalhando em estúdio ou em ‘bandas dos outros’, a banda Toro rodou palcos, testou e experimentou. Agora chega a um novo momento.

Depois do clipe de Luz Vermelha, o grupo de Brasília lançou no último mês de setembro o seu primeiro EP, também chamado Toro. São seis músicas, com guitarras marcantes, pesadas e melódicas, com influências que vão de Queens of Stone Age e Soundgarden a Black Sabbath e Led Zeppelin, entre outros.

Todas as canções do EP foram gravadas no estúdio 1234 em Brasília e produzidas pela própria banda. O trabalho conta com a mixagem e masterização de Ricardo Ponte (Scalene, Dona Cislene e Hover).

A Toro começou com Francisco Vasconcelos (guitarra) e Arnoldo Ravizzini (bateria). ‘Eu tocava muito com o Arnoldo. Fomos ficando Brothers. Sempre éramos pagos para tocar em bandas dos outros, em projetos em desenvolvimento. E pensamos em começar algo do zero’, conta Francisco sobre o início da banda.

‘Ficamos procurando vocalista uns dois anos’, continua o guitarrista. ‘Muita gente boa na execução, mas não na criação. Ou não tinha tempo para a banda e tals. Até que conhecemos o Thuyan’, conta. A partir daí, a Toro começou a ganhar a forma atual.

ACOMPANHE A TORO

Francisco relata um entrosamento natural que surgiu entre ele o novo vocalista. ‘Fui na casa dele e já fechamos ‘Apneia’. Na hora fluiu, meu método de trabalho e o dele. Meu esquema é vamos fazer e vamos fazer, no menor tempo possível. Foi sinergia mesmo’, relembra.

Com Thuyan, que além dos vocais também é um dos guitarristas da banda, chegou Álvaro Rodrigues, no baixo. ‘A banda está valendo mesmo desde janeiro desse ano’, explica Francisco, apesar de já terem acontecido alguns shows, ‘para testar’, ainda em 2016.

Neste ano, a Toro emplacou mais de 30 apresentações na região do Distrito Federal. E agora trabalha em outros voos. ‘Vamos começar um álbum, de 8 a 12 músicas’, conta Francisco, que vai além. ‘Estamos fazendo inscrições em vários festivais e temos planos de tocar em São Paulo, Goiânia e Minas. Mas nada fechado ainda’, explica.

CLIPE
Com a banda toda em uma penumbra, a dançarina Marcia Regina, com seus chifres, dança ao som de Luz Vermelha. O roteiro do primeiro clipe da Toro foi desenvolvido por Francisco e a videomaker Thais Mallon, que assina também a direção e a fotografia da obra.

‘A ideia era fazer algo barato, porque clipe não dá retorno, mas ao mesmo tempo com qualidade, algo artístico’, explica o guitarrista. ‘É um clipe focado na arte produzida pelas pessoas envolvidas. O resto é dispensável e secundário’, completa.

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VEJA O CLIPE DE LUZ VERMELHA