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Travelling Wave avança em um ‘nicho ruidoso’

DivulgaçãoO nicho foi ficando mais claro. Ou melhor, mais soturno, ruidoso, sujo e assombrado. Assim, a Travelling Wave foi construindo seu som. O quarteto de Piracicaba (SP), que começou como um Duo em 2013, lançou em agosto de 2016 o seu segundo EP, Simoon.

Essas características da Travelling Wave estão todas presentes na descrição da banda no Facebook. ‘Esse texto foi evoluindo conforme o tempo foi passando e as coisas foram acontecendo. Na verdade é uma colagem de resenhas e releases que já escreveram sobre nós’, explica Thiago Altafini, guitarra e vocal da banda.

‘Colagem’ que define bem a sonoridade do grupo que tem, além de Thiago, Carol Alleoni (sintetizador e vocal), Nathalia Oliveira (bateria) e Vitor Galvão (baixo), estes dois últimos que entraram para a banda em 2014, ano seguinte ao primeiro lançamento da Travelling Wave.

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‘O primeiro disco T-Wave, de 2013, foi inteiro gravado em um quarto do apartamento onde moram Thiago e Carol. Em 2014 conhecemos a Nat e começamos a ensaiar no estúdio do Vítor que depois entrou para a banda’, continua Thiago, sobre a atual formação.

O atual formato, como quarteto, deve ser o definitivo. ‘A gente resolve bem ao vivo as músicas com essa formação, talvez uma outra guitarra poderia ficar legal, mas uma banda independente tem que ter uma certa praticidade para conseguir viajar, então estamos bem assim’, explica Thiago.

Aos poucos
As músicas da Travelling Wave nasceram independentes, e não presas aos conceitos que hoje definem bem o som da banda. Mas com influências marcantes e que indicam bem o que pretendem fazer. ‘O s Mary Chain são uma referência, assim como os Black Angels, The Underground Youth, Black Rebel Motorcycle Club, PJ Harvey, A Place to Bury Strangers, The Telescopes, Dead Skeleton, Dead Rabbits, Deadpan Interference e outras’, revela Thiago.

Com esses ‘guias’, o grupo paulista foi formatando suas músicas. ‘A sonoridade do TW nasceu de forma bem intuitiva, quando começamos não tínhamos muita noção onde queríamos chegar. Depois fomos entendendo em que “nicho” poderíamos nos encaixar para explicar um pouco do tipo de música que fazemos para quem nunca ouviu.’

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